terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Crediacisa oferece empréstimo á beneficiários do INSS
A Crediacisa - Cooperativa de Crédito Mútuo dos Micro e Pequenos Empresários e Microempreendedores de Santo André acaba de lançar o Sicoob Tranqüilidade, uma modalidade de empréstimo consignado destinado a beneficiários do INSS, aposentados ou pensionistas, podendo ser associado ou não da Crediacisa. O valor da parcela é descontado direto no benefício.Segundo Décio Milani, gerente da Crediacisa, este tipo de empréstimo oferece uma série de vantagens como agilidade e simplicidade para obtenção de crédito; taxas competitivas que varia de acordo com o prazo de pagamento sendo de 1,99% a.m. por 7 meses a 2,48% a.m. por 60 meses; valor máximo de R$ 15.000,00 e o mínimo de R$ 200,00. "O dinheiro é liberado em até 4 dias após o preenchimento da documentação e o pagamento parcelado é calculado com base no valor do beneficio previdenciário", explica Milani.A Crediacisa opera há dois anos e conta com 206 cooperados. Em 2007, a cooperativa apresentou uma sobra líquida de R$ 21.500,00, que de acordo com a aprovação da assembléia, esse valor foi creditado na conta dos cooperados e incorporado ao capital de cada um, sendo que até o mês de junho deste ano já tem uma sobra líquida de R$ 50.424,00 para ser distribuída aos cooperados.Fonte - InvestNews
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PROCURAM ALTERNATIVAS
Os grandes bancos do país, que colocaram o pé no freio do crédito nos meses de outubro e novembro e estão bem mais criteriosos na concessão de financiamento, dão os primeiros sinais de uma retomada consistente, ainda que tímida, das linhas de crédito. O financiamento ao comércio acontece, no entanto, com prazos mais curtos e a um custo maior. Como quase todas as grandes instituições financeiras têm grandes parceiros no varejo, quem sofre mais são empresas de menor porte.Bancos oficiais como o Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e CEF (Caixa Econômica Federal) ampliaram a oferta de recursos disponíveis para capital de giro (uma das principais operações do varejo) e reforçaram a área de crédito. De dezembro de 2007 até novembro deste ano, os recursos destinados a capital de giro das médias e grandes empresas cresceram 68,69% no BB, saltando de um estoque de R$ 23,4 bilhões para R$ 39,5 bilhões. Grandes redes de varejo recorreram a essas linhas. O ritmo de crescimento dessas operações no mesmo período do ano passado sobre 2006, foi de 20,35%."Claro que houve um certo arrefecimento nos meses de outubro e novembro, mas em dezembro retomamos os negócios em ritmo mais acelerado. O BB tem parceria com mais de cinco redes para financiamento das compras de seus clientes por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e 26 parcerias nos cartões de private Libor", diz Allan Simões Toledo, diretor comercial do BB para grandes operações. São mais de 500 mil contratos viabilizados pelo BB este ano só no varejo, a um ticket médio de R$ 550 e prazos de até 36 vezes.Com o fechamento do mercado internacional para emissões de títulos de dívida de empresas, elas têm que substituir essas fontes de recursos por alternativas no mercado nacional. "Esse é um dos papéis de um banco público como o BNDES, de suprir essa demanda e servir de agente anticíclico e garantir que as empresas continuem investindo", acredita também Marcelo Nascimento, gerente de pesquisa econômica do banco. O executivo explica que nesses momentos de crise, a ação do BNDES se amplia e vai além de sua vocação, que é garantir recursos para investimentos para indústria e infra-estrutura. Tanto que o governo destinou no início de dezembro R$ 6 bilhões para a instituição utilizar em uma nova linha de capital de giro das empresas de todos os setores econômicos, inclusive para o varejo.Se há um consenso no mercado financeiro além de que é preciso mais critério na concessão de crédito é de que é preciso criatividade para encontrar fontes alternativas de recursos em meio à crise. Para o HSBC, a saída para captação é o mercado local. As Notas Promissórias, pouco usadas no ano passado, têm sido um recurso importante utilizado pelas grandes empresas de sociedade anônima (S/A), pois oferece isenção de IOF. Os papéis são de curto prazo (um ano) e funcionam dando mais fluxo ao caixa em setores onde o giro financeiro é muito ágil, como o varejo. "Temos R$ 1 bilhão em NP colocadas só entre os meses de outubro, novembro e primeira semana de dezembro. Esse volume é mais do que o dobro em relação a igual período de 2007", afirma Marcelo Marangon, diretor de Global Banking do HSBC Brasil.Outra modalidade que começa a se desenhar, na sua opinião, é dos Clubes Deals (clubes de negócios), onde três ou quatro instituições financeiras se unem para atender a demanda por empréstimos. Em 2007, lembra Marangon, quando uma empresa ia tomar um bilhão de reais, não precisava envolver mais do que um ou dois bancos na operação. Hoje, com a escassez de recursos, o número de instituições para atender ao mesmo valor é maior e minimiza possíveis riscos. O HSBC está participando de três transações do gênero, com recursos que vão de R$ 200 milhões a R$ 500 milhões em cada negócio.O Santander também tem buscado soluções para financiamentos no curto prazo de grandes empresas, por meio de empréstimos estruturados de 12 a 24 meses. "São operações de R$ 500 milhões para cima. Nos últimos dois meses pegamos quatro negócios desta natureza", afirma Jean Pierre, superintendente-executivo de Credit Markets do Santander no Brasil.Fonte jornal Valor Econômico - Roseli Loturco
Caixa anuncia redução de juros em 21 linhas de crédito
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira em São Paulo que a partir de janeiro vai reduzir os juros de 21 linhas de empréstimo para pessoas físicas e jurídicas . O banco estima um crescimento em torno de 40% do crédito para o próximo ano.De acordo com Augusto Bandeira Vargas, superintendente regional da Caixa em São Paulo, a instuituição disponibilizou neste ano um volume de R$ 22 bilhões em crédito. "Toda nossa política é executada para que tenhamos as taxas mais baixas domercado. É a taxa mais competitiva que nós temos", afirmou.No crédito consignado, a Caixa vai reduzir os juros em 16,38%, passando dos atuais 2,99% ao mês para 2,50% ao mês. Isto quer dizer que em uma prestação no valor total de R$ 1 mil, com pagamento em 24 parcelas, a prestação cairá de R$ 60,68 para R$ 57,69 - 5,63% de redução.Para o cheque especial, a taxa mínima cairá de 1,47% para 1,37% e a máxima, de 7,98% para 7,49%. Até o fim de novembro, a instituição liberou recursos da ordem de R$ 24 bilhões em crédito comercial no Estado de São Paulo - crescimento de 51% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse montante, R$ 14 bilhões foram para pessoa física. Fonte Portal Terra
domingo, 21 de dezembro de 2008
NO FUNDO DA LOJA, O CRÉDITO GANHA TERRENO
Em março deste ano, o empresário mexicano Ricardo Salinas abriu as portas da primeira Elektra no Brasil. Porém, é nos fundos da loja que está o negócio que o bilionário acredita estar a mina de ouro do grupo Elektra no país: o banco Azteca.
É de olho na concessão de crédito para as classes C e D que o bilionário está abrindo unidades no país. "Indiscutivelmente, nosso negócio no Brasil é o crédito para pessoas de baixa renda", afirma Paulo Bezerra, executivo que saiu do banco BGN para presidir as operações brasileiras do Azteca.
Depois de atravessar geladeiras, fogões e televisores em cada uma das 19 unidades que a Elektra abriu em Pernambuco até agora é que os clientes encontram o banco. Até o próximo ano, Bezerra espera contar com cerca de 100 lojas-bancos espalhadas entre Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Para atrair a clientela menos endinheirada, o banco está lançando uma série de produtos formatados especificamente para ela. O chamariz inicial é uma conta corrente simplificada, batizada de Guardadito, que exige um depósito inicial de R$ 5. Saques, depósitos e transferências podem ser feitos com cartão eletrônico, aceito tanto no Azteca quanto nos caixas do Banco24Horas. "Com essa operação, o que ganhamos ao ter milhares de depósito que podem ser usados pelo banco nas operações de crédito", diz.
Neste mês, a instituição lançou um cartão de crédito que já parcela automaticamente as compras feitas em qualquer comércio - seja na Elektra ou na concorrência - em 78 vezes. A exigência é que o valor mínimo das parcelas seja de R$ 1. Um Certificado de Depósito Bancário com aplicação mínima de R$ 300, também está sendo oferecido.
Por enquanto, o banco tem 11 mil correntistas, mas espera encerrar 2009 com 150 mil. A propaganda até o momento tem sido feita em carros-de-som nas proximidades das lojas e em uma rádio do Recife. Agentes também visitam bairros populares em motos para apresentar os serviços do banco. Eles têm a função também de analisar a capacidade de crédito das pessoas. "No caso de quem não tem comprovante de renda, torna-se muito importante verificar pessoalmente qual deve ser a renda média", explica Bezerra.
Quem é aprovado tem de ir até o banco para abrir sua conta e pegar o crédito. Isso porque a movimentação do dinheiro dentro das lojas é feita por meio da identificação de uma foto feita na agência, além da impressão digital. O cliente não passa o cartão para nada. "Foi um meio que encontramos de reduzir as fraudes. Com a foto e a impressão digital, não há como falsificar nada", avalia o diretor-presidente.
Os pagamentos também são feitos de uma forma não usual no Brasil. São semanais. Quem vai à loja Elektra à procura de uma geladeira, por exemplo, encontra uma tabela com 78 prestações semanais, que só podem ser quitadas na loja. O objetivo é fazer os clientes entrarem o maior número de vezes no estabelecimento e, quem sabe comprar algo. As unidades abrem das 8h às 20h, um horário também não tradicional para o comércio de rua. Caso prefira-se pagar mensalmente, parcelas são antecipadas e os juros, descontados.
Para ampliar os negócios, o Azteca pretende fechar parcerias com pequenos comércios que possam atuar como correspondente bancário. Sem revelar detalhes, Bezerra diz que também está nos planos montar produtos que possam ser oferecidos por prestadores de serviços públicos, como concessionárias de luz, telefone e água. Aquisições de redes de varejo não estão descartadas.
No México, a receita dos braços financeiro e varejista são praticamente iguais. Nos nove primeiros meses de 2008, o banco faturou US$ 1,4 bilhão, enquanto as lojas tiveram receita de US$ 1,3 bilhão. O lucro total no período foi de US$ 241 milhões. Por aqui, os planos também são de que o banco Azteca se sobressaia.
Por enquanto, Bezerra considera que a atuação do grupo no Brasil foi apenas pré-operacional. "São poucas lojas e ainda estamos testando muita coisa. Nem tudo que funciona no México funciona aqui." A inadimplência, segundo ele, se equivale.
Fonte jornal Valor Econômico - Carolina Mandl
É de olho na concessão de crédito para as classes C e D que o bilionário está abrindo unidades no país. "Indiscutivelmente, nosso negócio no Brasil é o crédito para pessoas de baixa renda", afirma Paulo Bezerra, executivo que saiu do banco BGN para presidir as operações brasileiras do Azteca.
Depois de atravessar geladeiras, fogões e televisores em cada uma das 19 unidades que a Elektra abriu em Pernambuco até agora é que os clientes encontram o banco. Até o próximo ano, Bezerra espera contar com cerca de 100 lojas-bancos espalhadas entre Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Para atrair a clientela menos endinheirada, o banco está lançando uma série de produtos formatados especificamente para ela. O chamariz inicial é uma conta corrente simplificada, batizada de Guardadito, que exige um depósito inicial de R$ 5. Saques, depósitos e transferências podem ser feitos com cartão eletrônico, aceito tanto no Azteca quanto nos caixas do Banco24Horas. "Com essa operação, o que ganhamos ao ter milhares de depósito que podem ser usados pelo banco nas operações de crédito", diz.
Neste mês, a instituição lançou um cartão de crédito que já parcela automaticamente as compras feitas em qualquer comércio - seja na Elektra ou na concorrência - em 78 vezes. A exigência é que o valor mínimo das parcelas seja de R$ 1. Um Certificado de Depósito Bancário com aplicação mínima de R$ 300, também está sendo oferecido.
Por enquanto, o banco tem 11 mil correntistas, mas espera encerrar 2009 com 150 mil. A propaganda até o momento tem sido feita em carros-de-som nas proximidades das lojas e em uma rádio do Recife. Agentes também visitam bairros populares em motos para apresentar os serviços do banco. Eles têm a função também de analisar a capacidade de crédito das pessoas. "No caso de quem não tem comprovante de renda, torna-se muito importante verificar pessoalmente qual deve ser a renda média", explica Bezerra.
Quem é aprovado tem de ir até o banco para abrir sua conta e pegar o crédito. Isso porque a movimentação do dinheiro dentro das lojas é feita por meio da identificação de uma foto feita na agência, além da impressão digital. O cliente não passa o cartão para nada. "Foi um meio que encontramos de reduzir as fraudes. Com a foto e a impressão digital, não há como falsificar nada", avalia o diretor-presidente.
Os pagamentos também são feitos de uma forma não usual no Brasil. São semanais. Quem vai à loja Elektra à procura de uma geladeira, por exemplo, encontra uma tabela com 78 prestações semanais, que só podem ser quitadas na loja. O objetivo é fazer os clientes entrarem o maior número de vezes no estabelecimento e, quem sabe comprar algo. As unidades abrem das 8h às 20h, um horário também não tradicional para o comércio de rua. Caso prefira-se pagar mensalmente, parcelas são antecipadas e os juros, descontados.
Para ampliar os negócios, o Azteca pretende fechar parcerias com pequenos comércios que possam atuar como correspondente bancário. Sem revelar detalhes, Bezerra diz que também está nos planos montar produtos que possam ser oferecidos por prestadores de serviços públicos, como concessionárias de luz, telefone e água. Aquisições de redes de varejo não estão descartadas.
No México, a receita dos braços financeiro e varejista são praticamente iguais. Nos nove primeiros meses de 2008, o banco faturou US$ 1,4 bilhão, enquanto as lojas tiveram receita de US$ 1,3 bilhão. O lucro total no período foi de US$ 241 milhões. Por aqui, os planos também são de que o banco Azteca se sobressaia.
Por enquanto, Bezerra considera que a atuação do grupo no Brasil foi apenas pré-operacional. "São poucas lojas e ainda estamos testando muita coisa. Nem tudo que funciona no México funciona aqui." A inadimplência, segundo ele, se equivale.
Fonte jornal Valor Econômico - Carolina Mandl
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Banco Cruzeiro do Sul conclui venda do Bancred
O Banco Cruzeiro do Sul informou hoje que concluiu a venda da totalidade de sua participação acionária na Bancred, Crédito Financiamento e Investimento ao Unibanco - União de Bancos Brasileiros.
De acordo com o comunicado da instituição, a venda dessa participação acionária não altera o relacionamento, entre o Cruzeiro do Sul e o Unibanco nas diversas linhas de negócio mantidas entre as partes, inclusive no que se refere a futuras cessões de crédito de ativos.
Fonte InvestNews
De acordo com o comunicado da instituição, a venda dessa participação acionária não altera o relacionamento, entre o Cruzeiro do Sul e o Unibanco nas diversas linhas de negócio mantidas entre as partes, inclusive no que se refere a futuras cessões de crédito de ativos.
Fonte InvestNews
Correspondente bancário está livre de autorização do BC para funcionar
A abertura de correspondente bancário não precisa mais de autorização prévia do Banco Central (BC). A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que também ampliou o leque das fontes de coleta sobre operações de crédito, além de determinar que os bancos devem solicitar autorização expressa do cliente para inclusão no Sistema de Informações de Créditos (SCR) do BC.
Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, a autorização do BC foi " importante no início do processo" em 2003, pela falta de visão que a autoridade monetária tinha sobre o destino dos correspondentes bancários. "Hoje, são um sucesso, um êxito", afirmou ele.
Explicou também que a análise de cadastros dos futuros correspondentes passou a dar muito trabalho ao pessoal do BC. "A responsabilidade sobre a avaliação cadastral já é do banco contratante", complementou.
Já a medida sobre o SCR estendeu a fundos de direitos creditórios, corretoras, distribuidoras e empresas não-financeiras de conglomerados econômicos, a obrigatoriedade do envio de informações sobre operações de crédito.
Alimentado pelo BC, o SCR armazena informações sobre cerca de 16 milhões de clientes bancários e aproximadamente 40 milhões de operações de crédito. Qualquer empréstimo está no sistema, sendo que os acima de R$ 5 mil têm as informações cadastrais abertas para acesso dos bancos. Abaixo desse limite, há apenas o registro consolidado da operação.
Fonte Azelma Rodrigues - Valor Online
Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, a autorização do BC foi " importante no início do processo" em 2003, pela falta de visão que a autoridade monetária tinha sobre o destino dos correspondentes bancários. "Hoje, são um sucesso, um êxito", afirmou ele.
Explicou também que a análise de cadastros dos futuros correspondentes passou a dar muito trabalho ao pessoal do BC. "A responsabilidade sobre a avaliação cadastral já é do banco contratante", complementou.
Já a medida sobre o SCR estendeu a fundos de direitos creditórios, corretoras, distribuidoras e empresas não-financeiras de conglomerados econômicos, a obrigatoriedade do envio de informações sobre operações de crédito.
Alimentado pelo BC, o SCR armazena informações sobre cerca de 16 milhões de clientes bancários e aproximadamente 40 milhões de operações de crédito. Qualquer empréstimo está no sistema, sendo que os acima de R$ 5 mil têm as informações cadastrais abertas para acesso dos bancos. Abaixo desse limite, há apenas o registro consolidado da operação.
Fonte Azelma Rodrigues - Valor Online
Bancos terão mais de R$ 87 bilhões para empréstimos
Bancos terão mais de R$ 87 bilhões para empréstimos
O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciaram nesta quarta-feira (17) duas medidas que vão aumentar o potencial de empréstimos dos bancos e permitir que as instituições emprestem mais de R$ 87 bilhões já em 2009.
A primeira medida, decidida pela diretoria colegiada do BC, reduz de 300% para 100% o fator de ponderação de risco dos créditos tributários de diferenças temporárias, que são créditos que os bancos têm a partir das perdas com operações de crédito que tinham provisionamento - recursos para cobrir eventuais perdas.
Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, a medida vai gerar uma redução da ordem de R$ 8,9 bilhões na exigência de capital dos bancos para realizarem empréstimos, considerando a posição de junho do patrimônio dos 10 maiores bancos do Brasil.
"Obviamente, isto pode proporcionar a possibilidade de aquisição de novas operações de crédito", disse Amaro, explicando que o potencial de novos empréstimos é da ordem de R$ 81 bilhões. "Isto não quer dizer que vai acontecer, pois vai depender dos bancos", afirmou.
A outra medida, esta definida pelo CMN, vai diminuir a exigência de capital dos bancos em cerca de R$ 2,2 bilhões até 2011, elevando a capacidade dos bancos emprestarem em R$ 20 bilhões no final desse período. Em um cálculo aproximado, a decisão libera cerca de R$ 6,7 bilhões para empréstimos em 2009, sempre considerando os dados de junho de 2008 sobre os dez maiores bancos.
A decisão do CMN reduz o porcentual a partir do qual os créditos tributários decorrentes de prejuízos dos bancos, cujo uso é mais limitado pela legislação, podem ser deduzidos da exigência de capital dos bancos.
Hoje, só podem ser abatidos da exigência de capital créditos que ultrapassem 40% do patrimônio de referência dos bancos. A partir do ano que vem, poderão ser deduzidos créditos que excederem 30% do patrimônio. Este limite cairá para 20% em 2010 e para 10% em 2011. Dessa forma, diminui-se o capital exigido dos bancos para emprestarem e amplia-se a capacidade de financiamento das instituições.
Apesar do significativo aumento no potencial de alavancagem dos bancos, Amaro Gomes desvinculou totalmente a medida da crise financeira internacional, que reduziu a disposição das instituições de realizarem novos empréstimos.
Segundo ele, a decisão foi tomada porque, depois de estudos realizados pelo BC, chegou-se à conclusão de que os créditos tributários deveriam ser tratados no nível de risco normal, como outras operações e não como operação de risco mais elevado. O diretor de desestatização do BC, Gustavo do Vale, corroborou a versão: "Em nenhum momento do voto consta este objetivo (enfrentar a crise)" afirmou.
CAIXA - O CMN autorizou a Caixa Econômica Federal a ter o mesmo tratamento dos outros bancos comerciais e bancos múltiplos com carteira comercial no que diz respeito às operações cambiais. Com isso, informou o gerente executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC, Geraldo Magela, a Caixa poderá realizar operações de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE).
ELETROBRÁS - Foi decidido também pelo CMN a ampliação do limite para o grupo Eletrobrás e para a Cemig tomarem empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para a Eletrobrás, o limite passou de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,5 bilhões no período de 2008 a 2012.
Para a Cemig, que não tinha autorização para tomar recursos no BNDES, o limite ficou em R$ 119,80 milhões. As liberações visam a viabilizar o andamento de 21 projetos tocados pela Eletrobrás, incluindo um com a Cemig, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
CORRESPONDENTE BANCÁRIO - O CMN extinguiu a necessidade de haver um pedido de autorização para que correspondentes bancários possam receber depósitos ou serviços de pagamentos. Segundo Amaro Gomes, o CMN entendeu que a necessidade de autorização do BC era uma medida burocrática e que exigia esforço e tempo da área de recursos humanos do BC.
FUNDOS DE PENSÃO - O CMN também decidiu ampliar o prazo de enquadramento dos investimentos realizados pelas entidades fechadas de previdência complementar, chamados fundos de pensão. A ampliação do prazo é de 24 meses para todas as entidades, explicou o chefe-adjunto da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, Martin Cavalcanti.
Segundo ele, cada instituição tem um prazo próprio para se enquadrar aos limites de exposição por tipo de investimento. Cavalcanti explicou que a medida beneficia, imediatamente, fundos de pensão de pequeno porte, cujo prazo de enquadramento estava muito próximo.
SANTA CATARINA - O CMN aprovou medidas de apoio aos agricultores de Santa Catarina que estão em áreas atingidas pelas enchentes. As dívidas de custeio e investimento de todos os agricultores das regiões afetadas pelas chuvas serão prorrogadas para 1º de julho de 2009.
O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que a regra vale para as dívidas que venceram ou vencerão entre 1º de novembro de 2008 e 30 de junho de 2009. Essas dívidas, só no custeio, segundo ele, somam R$ 160 milhões. Só na agricultura familiar, a região atingida abriga 8,5 mil agricultores.
No mesmo voto, o CMN aprovou a criação de uma linha especial de crédito de até R$ 100 milhões para operações de até R$ 100 mil para os produtores rurais. Esse dinheiro poderá ser usado na construção e ou revitalização das unidades de produção do Estado. A linha terá encargo financeiro de 1% ao ano para empréstimos de até R$ 7 mil ou 2% ao ano para empréstimo de R$ 7 mil a R$ 100 mil. O prazo de pagamento é de até 10 anos, incluindo três de carência.
Fonte AE
O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciaram nesta quarta-feira (17) duas medidas que vão aumentar o potencial de empréstimos dos bancos e permitir que as instituições emprestem mais de R$ 87 bilhões já em 2009.
A primeira medida, decidida pela diretoria colegiada do BC, reduz de 300% para 100% o fator de ponderação de risco dos créditos tributários de diferenças temporárias, que são créditos que os bancos têm a partir das perdas com operações de crédito que tinham provisionamento - recursos para cobrir eventuais perdas.
Segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, a medida vai gerar uma redução da ordem de R$ 8,9 bilhões na exigência de capital dos bancos para realizarem empréstimos, considerando a posição de junho do patrimônio dos 10 maiores bancos do Brasil.
"Obviamente, isto pode proporcionar a possibilidade de aquisição de novas operações de crédito", disse Amaro, explicando que o potencial de novos empréstimos é da ordem de R$ 81 bilhões. "Isto não quer dizer que vai acontecer, pois vai depender dos bancos", afirmou.
A outra medida, esta definida pelo CMN, vai diminuir a exigência de capital dos bancos em cerca de R$ 2,2 bilhões até 2011, elevando a capacidade dos bancos emprestarem em R$ 20 bilhões no final desse período. Em um cálculo aproximado, a decisão libera cerca de R$ 6,7 bilhões para empréstimos em 2009, sempre considerando os dados de junho de 2008 sobre os dez maiores bancos.
A decisão do CMN reduz o porcentual a partir do qual os créditos tributários decorrentes de prejuízos dos bancos, cujo uso é mais limitado pela legislação, podem ser deduzidos da exigência de capital dos bancos.
Hoje, só podem ser abatidos da exigência de capital créditos que ultrapassem 40% do patrimônio de referência dos bancos. A partir do ano que vem, poderão ser deduzidos créditos que excederem 30% do patrimônio. Este limite cairá para 20% em 2010 e para 10% em 2011. Dessa forma, diminui-se o capital exigido dos bancos para emprestarem e amplia-se a capacidade de financiamento das instituições.
Apesar do significativo aumento no potencial de alavancagem dos bancos, Amaro Gomes desvinculou totalmente a medida da crise financeira internacional, que reduziu a disposição das instituições de realizarem novos empréstimos.
Segundo ele, a decisão foi tomada porque, depois de estudos realizados pelo BC, chegou-se à conclusão de que os créditos tributários deveriam ser tratados no nível de risco normal, como outras operações e não como operação de risco mais elevado. O diretor de desestatização do BC, Gustavo do Vale, corroborou a versão: "Em nenhum momento do voto consta este objetivo (enfrentar a crise)" afirmou.
CAIXA - O CMN autorizou a Caixa Econômica Federal a ter o mesmo tratamento dos outros bancos comerciais e bancos múltiplos com carteira comercial no que diz respeito às operações cambiais. Com isso, informou o gerente executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC, Geraldo Magela, a Caixa poderá realizar operações de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) e de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE).
ELETROBRÁS - Foi decidido também pelo CMN a ampliação do limite para o grupo Eletrobrás e para a Cemig tomarem empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para a Eletrobrás, o limite passou de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,5 bilhões no período de 2008 a 2012.
Para a Cemig, que não tinha autorização para tomar recursos no BNDES, o limite ficou em R$ 119,80 milhões. As liberações visam a viabilizar o andamento de 21 projetos tocados pela Eletrobrás, incluindo um com a Cemig, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
CORRESPONDENTE BANCÁRIO - O CMN extinguiu a necessidade de haver um pedido de autorização para que correspondentes bancários possam receber depósitos ou serviços de pagamentos. Segundo Amaro Gomes, o CMN entendeu que a necessidade de autorização do BC era uma medida burocrática e que exigia esforço e tempo da área de recursos humanos do BC.
FUNDOS DE PENSÃO - O CMN também decidiu ampliar o prazo de enquadramento dos investimentos realizados pelas entidades fechadas de previdência complementar, chamados fundos de pensão. A ampliação do prazo é de 24 meses para todas as entidades, explicou o chefe-adjunto da assessoria econômica do Ministério do Planejamento, Martin Cavalcanti.
Segundo ele, cada instituição tem um prazo próprio para se enquadrar aos limites de exposição por tipo de investimento. Cavalcanti explicou que a medida beneficia, imediatamente, fundos de pensão de pequeno porte, cujo prazo de enquadramento estava muito próximo.
SANTA CATARINA - O CMN aprovou medidas de apoio aos agricultores de Santa Catarina que estão em áreas atingidas pelas enchentes. As dívidas de custeio e investimento de todos os agricultores das regiões afetadas pelas chuvas serão prorrogadas para 1º de julho de 2009.
O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que a regra vale para as dívidas que venceram ou vencerão entre 1º de novembro de 2008 e 30 de junho de 2009. Essas dívidas, só no custeio, segundo ele, somam R$ 160 milhões. Só na agricultura familiar, a região atingida abriga 8,5 mil agricultores.
No mesmo voto, o CMN aprovou a criação de uma linha especial de crédito de até R$ 100 milhões para operações de até R$ 100 mil para os produtores rurais. Esse dinheiro poderá ser usado na construção e ou revitalização das unidades de produção do Estado. A linha terá encargo financeiro de 1% ao ano para empréstimos de até R$ 7 mil ou 2% ao ano para empréstimo de R$ 7 mil a R$ 100 mil. O prazo de pagamento é de até 10 anos, incluindo três de carência.
Fonte AE
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Juro do crédito pessoal sobe mais no BB
O Banco do Brasil foi a instituição que mais elevou a taxa de juros do empréstimo pessoal para pessoa física neste ano. Segundo dados da pesquisa mensal da Fundação Procon-SP com as dez maiores instituições financeiras do País, a taxa do banco subiu de 4,5% ao mês em janeiro para 6,5%, em novembro - alta de dois pontos porcentuais. Essa linha de crédito não foi contemplada no pacote de redução de juros anunciado ontem pela instituição.
Uma das explicações é que, apesar da maior alta no ano, a taxa cobrada pelo BB não é a maior entre as instituições pesquisadas pelo Procon-SP. Nesse quesito, o campeão é o Banco Real, com juros de 7,95%, seguido por Itaú (7,92%) e Unibanco (6,59%). O BB tem a quarta maior taxa, com os 6,5%.
Até janeiro deste ano, no entanto, o BB tinha a segunda menor taxa entre as dez instituições, perdendo apenas para a Caixa Econômica Federal, a única a manter o juro inalterado no período, em 4,49%.
Ao contrário do empréstimo pessoal, o cheque especial foi contemplado no pacote de redução do BB. Segundo o banco, os juros máximos cobrados nessa modalidade de crédito serão reduzidos de 8,58% ao mês para 8,29% para clientes que recebem salários e rendimentos pelo BB. Com a redução, o banco passa a ter a segunda menor taxa entre as dez instituições pesquisadas pelo Procon-SP. A exemplo do empréstimo pessoal, a Caixa também tem o menor juro do cheque especial cobrado no mercado, de 7,98%.
No caso do cheque especial, a maior taxa de juros verificada em novembro foi a do Safra, de 12,3% ao mês. O banco também foi o que mais elevou os juros neste ano, em 3,01 pontos porcentuais. O segundo foi o Real, com alta de 1,45 ponto, seguido por Santander, 1,32 ponto, e BB, 1,06 ponto.
O professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) Marcos Crivelaro avalia que a iniciativa do BB é bastante positiva, mas não deve ter força para reduzir as taxas nos demais bancos. Ele pondera, entretanto, que, em algumas praças onde há maior concorrência entre bancos, pode haver uma pequena redução.
No mercado em geral, ele acredita as instituições financeiras vão manter as taxas no nível atual. Mas esse seria um movimento natural com base no cenário de desaquecimento da economia. Na avaliação dele, é possível que o Banco Central (BC), em algum momento, possa reduzir as taxas. "Num cenário onde os preços vão se estabilizar ou até cair, não faz sentido dificultar o financiamento via taxa de juros."
Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que prefere não se pronunciar sobre as políticas de negócios de seus associados. Mas há algum tempo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, já vem destacando que o custo do crédito para consumidores e empresas ficará mais caro comparado ao período anterior à crise financeira, agravada em setembro com a quebra do banco americano Lehman Brothers.
O motivo está no aumento da volatilidade, do custo de captação e do risco. Como o cenário ainda está bastante incerto, os bancos temem que o índice de inadimplência aumente de forma expressiva no País.
Fonte jornal O Estado de S. Paulo - Renée Pereira
Uma das explicações é que, apesar da maior alta no ano, a taxa cobrada pelo BB não é a maior entre as instituições pesquisadas pelo Procon-SP. Nesse quesito, o campeão é o Banco Real, com juros de 7,95%, seguido por Itaú (7,92%) e Unibanco (6,59%). O BB tem a quarta maior taxa, com os 6,5%.
Até janeiro deste ano, no entanto, o BB tinha a segunda menor taxa entre as dez instituições, perdendo apenas para a Caixa Econômica Federal, a única a manter o juro inalterado no período, em 4,49%.
Ao contrário do empréstimo pessoal, o cheque especial foi contemplado no pacote de redução do BB. Segundo o banco, os juros máximos cobrados nessa modalidade de crédito serão reduzidos de 8,58% ao mês para 8,29% para clientes que recebem salários e rendimentos pelo BB. Com a redução, o banco passa a ter a segunda menor taxa entre as dez instituições pesquisadas pelo Procon-SP. A exemplo do empréstimo pessoal, a Caixa também tem o menor juro do cheque especial cobrado no mercado, de 7,98%.
No caso do cheque especial, a maior taxa de juros verificada em novembro foi a do Safra, de 12,3% ao mês. O banco também foi o que mais elevou os juros neste ano, em 3,01 pontos porcentuais. O segundo foi o Real, com alta de 1,45 ponto, seguido por Santander, 1,32 ponto, e BB, 1,06 ponto.
O professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) Marcos Crivelaro avalia que a iniciativa do BB é bastante positiva, mas não deve ter força para reduzir as taxas nos demais bancos. Ele pondera, entretanto, que, em algumas praças onde há maior concorrência entre bancos, pode haver uma pequena redução.
No mercado em geral, ele acredita as instituições financeiras vão manter as taxas no nível atual. Mas esse seria um movimento natural com base no cenário de desaquecimento da economia. Na avaliação dele, é possível que o Banco Central (BC), em algum momento, possa reduzir as taxas. "Num cenário onde os preços vão se estabilizar ou até cair, não faz sentido dificultar o financiamento via taxa de juros."
Procurada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que prefere não se pronunciar sobre as políticas de negócios de seus associados. Mas há algum tempo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, já vem destacando que o custo do crédito para consumidores e empresas ficará mais caro comparado ao período anterior à crise financeira, agravada em setembro com a quebra do banco americano Lehman Brothers.
O motivo está no aumento da volatilidade, do custo de captação e do risco. Como o cenário ainda está bastante incerto, os bancos temem que o índice de inadimplência aumente de forma expressiva no País.
Fonte jornal O Estado de S. Paulo - Renée Pereira
Crise reduz novas concessões de crédito e eleva taxas de juros
A crise financeira global afetou o mercado de crédito brasileiro em outubro, mês em que as novas concessões de financiamento no país recuaram 3% e os juros médios cobrados pelos bancos subiram 2,5 pontos percentuais. Dados parciais de novembro, porém, já sinalizam recuperação de novos empréstimos, ainda que a taxas mais salgadas, segundo o Banco Central.
No total, as novas operações somaram R$ 157,3 bilhões de reais em outubro, frente a R$ 162,2 bilhões em setembro. "Em momentos de crise, todo mundo se põe mais conservador. A oferta de crédito caiu e as famílias também retraíram sua demanda por crédito", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Para as pessoas físicas, a queda nas concessões em outubro foi de 3,5%, concentrada na retração dos financiamentos de veículos -que têm participação elevada no total e caíram 2,3%. O crédito para as empresas sofreu queda média de 2,8%, com os financiamentos para aquisição de bens caindo 0,7%, o desconto de promissórias, 11,1%, e o hot money (empréstimos de curtíssimo prazo), 4,2%.
A retração das novas concessões não impediu que o estoque total de crédito do sistema financeiro crescesse. Ao final de outubro somava R$ 1,186 trilhão, o que representa um crescimento de 2,9% sobre o resultado de setembro. E a proporção subiu para 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o índice mais alto da série histórica. Sem o efeito do câmbio, que valorizou 10,5% em outubro, o estoque de operações de crédito teria elevação de 2,2%.
Conforme disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, o crédito vai voltando à normalidade. Dados preliminares mostram que até o dia 12 deste mês as novas concessões cresceram 5,7% ante igual período de outubro.
Juros
Com a crise, o mercado passou a praticar as mais altas taxas de juros dos últimos anos. A taxa média de mercado, durante o mês de outubro, chegou a 42,9% ao ano, o maior índice desde junho de 2006, quando foi de 43,2% ao ano.
Altamir Lopes explicou que os altos juros são resultado da aversão ao risco no atual momento de instabilidade. Recorrer ao cheque especial, por exemplo, custou juro de 170,8% em outubro, taxa que subiu ainda mais no começo de novembro, atingindo 174,2% ao ano.
Nos oito primeiros dias úteis deste mês, a taxa média de juro alcançou 45% ao ano, e não há muita expectativa que irá recuar, segundo Lopes.
A aversão ao risco pode ser medida pelos elevadíssimos spreads (diferença em pontos percentuais entre as taxas de captação e de repasse) de outubro. Nas linhas para pessoas jurídicas foram recordes em toda a série histórica os spreads verificados nas operações de hot money (47,1 pontos); desconto de promissórias (48,1); capital de giro (23,5); conta garantida (64,%) e vendor (8,9).
O spread médio do segmento de pessoas físicas havia chegado a 17,5 pontos percentuais (a mais alta desde janeiro de 2007) e subiu para 18 pontos em novembro.
"A elevação do spread é conservadorismo por parte das instituições financeiras", disse Lopes.
A taxa média de juro cobrada do segmento de pessoas jurídicas (PJ) chegou a 31,6% em outubro, a mais alta desde dezembro de 2005, quando havia atingido a de 31,7% anual. Para esse público, o cenário ficou pior com a chegada de novembro, quando a taxa média dos oito primeiros dias úteis do mês subiu 0,2 ponto percentual, alcançando 31,9% ao ano.
Já para o segmento de pessoas físicas , a taxa média cobrada em outubro foi de 54,8% (a mais elevada desde junho de 2006, quando chegou a 55,8%) e subiu um pouco mais em novembro, indo para 59,8%. O spread médio do segmento de Pessoas Físicas, que havia alcançado 39,7 pontos percentuais (perdendo apenas para os 39,9 pontos de janeiro de 2007), saltou para 44,5 pontos percentuais na parcial de novembro.
Fonte Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1 - Ayr Aliski com Reuters
No total, as novas operações somaram R$ 157,3 bilhões de reais em outubro, frente a R$ 162,2 bilhões em setembro. "Em momentos de crise, todo mundo se põe mais conservador. A oferta de crédito caiu e as famílias também retraíram sua demanda por crédito", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Para as pessoas físicas, a queda nas concessões em outubro foi de 3,5%, concentrada na retração dos financiamentos de veículos -que têm participação elevada no total e caíram 2,3%. O crédito para as empresas sofreu queda média de 2,8%, com os financiamentos para aquisição de bens caindo 0,7%, o desconto de promissórias, 11,1%, e o hot money (empréstimos de curtíssimo prazo), 4,2%.
A retração das novas concessões não impediu que o estoque total de crédito do sistema financeiro crescesse. Ao final de outubro somava R$ 1,186 trilhão, o que representa um crescimento de 2,9% sobre o resultado de setembro. E a proporção subiu para 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o índice mais alto da série histórica. Sem o efeito do câmbio, que valorizou 10,5% em outubro, o estoque de operações de crédito teria elevação de 2,2%.
Conforme disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, o crédito vai voltando à normalidade. Dados preliminares mostram que até o dia 12 deste mês as novas concessões cresceram 5,7% ante igual período de outubro.
Juros
Com a crise, o mercado passou a praticar as mais altas taxas de juros dos últimos anos. A taxa média de mercado, durante o mês de outubro, chegou a 42,9% ao ano, o maior índice desde junho de 2006, quando foi de 43,2% ao ano.
Altamir Lopes explicou que os altos juros são resultado da aversão ao risco no atual momento de instabilidade. Recorrer ao cheque especial, por exemplo, custou juro de 170,8% em outubro, taxa que subiu ainda mais no começo de novembro, atingindo 174,2% ao ano.
Nos oito primeiros dias úteis deste mês, a taxa média de juro alcançou 45% ao ano, e não há muita expectativa que irá recuar, segundo Lopes.
A aversão ao risco pode ser medida pelos elevadíssimos spreads (diferença em pontos percentuais entre as taxas de captação e de repasse) de outubro. Nas linhas para pessoas jurídicas foram recordes em toda a série histórica os spreads verificados nas operações de hot money (47,1 pontos); desconto de promissórias (48,1); capital de giro (23,5); conta garantida (64,%) e vendor (8,9).
O spread médio do segmento de pessoas físicas havia chegado a 17,5 pontos percentuais (a mais alta desde janeiro de 2007) e subiu para 18 pontos em novembro.
"A elevação do spread é conservadorismo por parte das instituições financeiras", disse Lopes.
A taxa média de juro cobrada do segmento de pessoas jurídicas (PJ) chegou a 31,6% em outubro, a mais alta desde dezembro de 2005, quando havia atingido a de 31,7% anual. Para esse público, o cenário ficou pior com a chegada de novembro, quando a taxa média dos oito primeiros dias úteis do mês subiu 0,2 ponto percentual, alcançando 31,9% ao ano.
Já para o segmento de pessoas físicas , a taxa média cobrada em outubro foi de 54,8% (a mais elevada desde junho de 2006, quando chegou a 55,8%) e subiu um pouco mais em novembro, indo para 59,8%. O spread médio do segmento de Pessoas Físicas, que havia alcançado 39,7 pontos percentuais (perdendo apenas para os 39,9 pontos de janeiro de 2007), saltou para 44,5 pontos percentuais na parcial de novembro.
Fonte Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 1 - Ayr Aliski com Reuters
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
BC: CONCESSÃO DIÁRIA DE CRÉDITO AO CONSUMIDOR RECUA 7,7% EM UM MÊS
As concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 50,292 bilhões no décimo mês de 2008, o que equivale a uma média diária de R$ 2,187 bilhões. Na comparação com setembro (R$ 2,368 bilhões), em termos de média diária concedida, foi registrada queda de 7,7%. Já frente a outubro de 2007 (R$ 2,333 bilhões), houve recuo de 6,3%.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (25), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões do mês. A modalidade foi responsável por 43,12% de todo o crédito concedido em outubro.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (22,31%) e o crédito pessoal (18,42%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade, para setembro e outubro de 2008 e outubro de 2007:
Operação Outubro 2007 Setembro 2008 Outubro 2008
Cheque especial R$ 887 mi R$ 933 mi R$ 943 mi
Crédito pessoal R$ 490 mi R$ 467 mi R$ 403 mi
Aquisição de veículos R$ 298 mi R$ 207 mi R$ 125 mi
Aquisição de outros bens R$ 77 mi R$ 65 mi R$ 60 mi
Cartão de crédito R$ 392 mi R$ 512 mi R$ 488 mi
Fonte: Banco Central
Os dados, divulgados nesta terça-feira (25), fazem parte da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa, entre outros números, o prazo médio dos financiamentos e empréstimos.
Evolução por modalidade de crédito
Mais uma vez, o volume de crédito liberado por meio do cheque especial respondeu pela maior parcela das concessões do mês. A modalidade foi responsável por 43,12% de todo o crédito concedido em outubro.
Em seguida, em termos de participação, vieram o cartão de crédito (22,31%) e o crédito pessoal (18,42%).
Na tabela abaixo, é possível avaliar a média diária de concessão por modalidade, para setembro e outubro de 2008 e outubro de 2007:
Operação Outubro 2007 Setembro 2008 Outubro 2008
Cheque especial R$ 887 mi R$ 933 mi R$ 943 mi
Crédito pessoal R$ 490 mi R$ 467 mi R$ 403 mi
Aquisição de veículos R$ 298 mi R$ 207 mi R$ 125 mi
Aquisição de outros bens R$ 77 mi R$ 65 mi R$ 60 mi
Cartão de crédito R$ 392 mi R$ 512 mi R$ 488 mi
Fonte: Banco Central
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
BANCOS VENDEM 30% DAS CARTEIRAS
A crise de liquidez no mercado financeiro já forçou os bancos pequenos e médios a vender carteiras de crédito no valor total de R$ 22,6 bilhões até a última segunda-feira, segundo informações do Banco Central (BC). Feitas nos últimos dois meses, essas operações mostram que as instituições de menor porte passaram adiante cerca de 30% do total das carteiras de crédito que tinham quando a crise começou - cerca de R$ 76,6 bilhões em setembro, segundo a consultoria Economática.
As melhores carteiras foram adquiridas pelo Banco do Brasil (R$ 8,2 bilhões), pelo Bradesco (R$ 6,2 bilhões), pela Caixa Econômica Federal (R$ 2 bilhões) e pelo Santander (R$ 1,3 bilhão). Até o Fundo Garantidor de Crédito, mantido pelo mercado financeiro para reembolsar os correntistas de instituições que vierem a falir, adquiriu operações de mais de 20 bancos, por cerca de R$ 2 bilhões. Procurados, Itaú e Unibanco não responderam.
Na sua maioria, as carteiras negociadas envolviam financiamentos de automóveis e crédito consignado (com desconto na folha de pagamento), o filé mignon das pequenas e médias instituições financeiras. "Elas precisaram vender para suprir fonte de captação que deixou de existir num momento de crise. Fizeram isso para reforçar seus caixas", diz o economista João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho e Associados.
Nos últimos anos, os pequenos bancos tiveram ganhos recordes inundando o mercado consumidor com crédito barato e de longo prazo. Eles tomavam dinheiro no mercado com prazo médio de 90 dias e concediam financiamentos de até seis anos - no caso de veículos, por exemplo. O sistema funcionou bem enquanto houve fartura de crédito. Quando a crise se agravou, a partir de setembro, a fonte dos bancos pequenos e médios secou. Com problemas de liquidez para manter rodando os financiamentos que tinham concedido, muitos foram forçados a se desfazer de suas melhores operações. "Ao que tudo indica, o pior ficou para trás e o mercado está voltando ao normal", afirma Antônio Carlos Bueno, diretor-executivo do FGC.
No mercado, as transações com carteiras de crédito são tratadas com discrição. Quem comprou não conta o nome do banco que vendeu - ou daqueles que ainda desejam fazê-lo - para evitar o risco de comprometer a imagem das instituições com problemas de liquidez. "Tudo indica que houve um problema momentâneo de liquidez. Não vi relatos de problemas de solvência", afirma o professor Alberto Borges Matias, professor da Universidade de São Paulo e sócio do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração.
Para comprar as carteiras de crédito, os bancos usaram recursos do compulsório liberado pelo BC em outubro, justamente com essa finalidade. Usaram, também, recursos próprios.
Um banqueiro que avaliou cerca de 50 carteiras afirma que, na maioria, as operações são de boa qualidade. "Das 50 que passaram por mim, só vi uma com problemas", diz o banqueiro, que não quis se identificar. Segundo ele, fora essa, só ouviu falar no mercado de uma outra carteira de crédito aparentemente problemática.
As melhores operações, diz um advogado envolvido nessas negociações, já trocaram de dono. São os financiamentos de veículos e os consignados. A partir de agora, segundo esse advogado, começa a oferta de carteiras menos atrativas, como financiamento de veículos usados e empréstimos a pequenas e médias empresas.
Fonte jornal O Estado de S. Paulo - David Friedlander
Consignado: servidor pede valor 3 vezes maior que trabalhador de setor privado
No crédito consignado, o valor médio emprestado por um funcionário público é quase três vezes maior do que o tomado pelo trabalhador da iniciativa privada.
O empréstimo caracteriza-se pelo desconto das parcelas na folha de pagamento. No caso dos servidores, o empréstimo médio é de R$ 15.502, enquanto que aqueles contratados por profissionais de empresas privadas são, em média, de R$ 5.217. "O setor privado não toma empréstimo emocionalmente. Ele tem memória da inflação e do custo tributário alto", afirmou o presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Renato Martins Oliva.
Em relação aos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o valor médio do empréstimo consignado é menor, de R$ 3.642.
Perfil dos empréstimos
Ainda sobre o perfil dos empréstimos consignados tomados por estes públicos, é possível dizer que a prestação média é maior também entre os funcionários do setor público: de R$ 567, ante o valor de R$ 348 dos profissionais da iniciativa privada e de R$ 174 entre aposentados e pensionistas.
Quanto ao prazo de pagamento, no caso dos funcionários do setor público, ele é de 40 meses, ante 30 meses dos beneficiários do INSS e 18 meses dos profissionais do setor privado.
O sal[ario médio de quem toma empréstimo consignado no setor público é de R$ 1.889, enquanto que no setor privado é de R$ 1.160. Já entre os aposentados e pensionistas, o benef[icio médio é de R$ 580. A margem consignável é de 30% em todos os casos.
Potencial dos mercados
Já foram emprestados R$ 40,6 bilhões ao setor público em empréstimo consignado, ante R$ 22,8 bilhões aos aposentados e pensionistas e R$ 10,1 bilhões no setor privado, porém, ainda há espaço para crescimento, de acordo com o presidente da ABBC. Confira na tabela abaixo:
Item Setor público INSS Setor privado
Portfólio R$ 40,679 bilhões R$ 22,800 bilhões R$ 10,165 bilhões
População 6 milhões 20 milhões 30 milhões
População aderente 55% 50% 35%
Fonte InfoMoney - Flávia Furlan Nunes
O empréstimo caracteriza-se pelo desconto das parcelas na folha de pagamento. No caso dos servidores, o empréstimo médio é de R$ 15.502, enquanto que aqueles contratados por profissionais de empresas privadas são, em média, de R$ 5.217. "O setor privado não toma empréstimo emocionalmente. Ele tem memória da inflação e do custo tributário alto", afirmou o presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Renato Martins Oliva.
Em relação aos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o valor médio do empréstimo consignado é menor, de R$ 3.642.
Perfil dos empréstimos
Ainda sobre o perfil dos empréstimos consignados tomados por estes públicos, é possível dizer que a prestação média é maior também entre os funcionários do setor público: de R$ 567, ante o valor de R$ 348 dos profissionais da iniciativa privada e de R$ 174 entre aposentados e pensionistas.
Quanto ao prazo de pagamento, no caso dos funcionários do setor público, ele é de 40 meses, ante 30 meses dos beneficiários do INSS e 18 meses dos profissionais do setor privado.
O sal[ario médio de quem toma empréstimo consignado no setor público é de R$ 1.889, enquanto que no setor privado é de R$ 1.160. Já entre os aposentados e pensionistas, o benef[icio médio é de R$ 580. A margem consignável é de 30% em todos os casos.
Potencial dos mercados
Já foram emprestados R$ 40,6 bilhões ao setor público em empréstimo consignado, ante R$ 22,8 bilhões aos aposentados e pensionistas e R$ 10,1 bilhões no setor privado, porém, ainda há espaço para crescimento, de acordo com o presidente da ABBC. Confira na tabela abaixo:
Item Setor público INSS Setor privado
Portfólio R$ 40,679 bilhões R$ 22,800 bilhões R$ 10,165 bilhões
População 6 milhões 20 milhões 30 milhões
População aderente 55% 50% 35%
Fonte InfoMoney - Flávia Furlan Nunes
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