domingo, 4 de janeiro de 2009

Reflexos da crise chegam ao consignado, que recua 14,2%

Os bancos especializados em operações de crédito consignado começam a sentir os efeitos da crise financeira. As novas concessões feitas pelos 13 maiores bancos que operam com crédito pessoal caíram 14,2% no mês passado. Chegou a R$ 3,197 bilhões ante os R$ 3,725 bilhões de outubro.Mesmo levando em conta que novembro teve três dias úteis a menos do que outubro, o que diminui o período para a realização de operações, o desempenho é ruim. Considerando todo o sistema financeiro, o volume de empréstimos consignados tem crescimento zero e o crédito pessoal, de 0,6%.A queda é maior nas transações com trabalhadores da iniciativa privada. As operações com desconto em folha de pagamento feita por todos os bancos que operam nessa área no país recuaram 1,4% (somando R$ 10,594 bilhões) em novembro, enquanto para os trabalhadores do setor público registrou uma alta de apenas 0,3% (R$ 67,623 bilhões).Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, esse quadro mostra que há uma retração não só dos bancos mas também dos consumidores. "Esse dado [de novembro] reflete uma demanda menor por crédito", afirmou.Apesar do recuo no crédito consignado, o volume total de crédito no país chegou a 40,3% do PIB (R$ 1,209 trilhão), a maior proporção desde o início da série do BC, em julho de 1994.Fonte FolhaNews

Crédito melhora na margem, mas retrai em 12 meses

O Banco Central divugou agora pela manhã o relatório de crédito do mês de novembro. Os dados mostram basicamente duas coisas: em relação a outubro, há uma pequena melhora, mas nas comparação com novembro do ano passado, há uma forte queda.Ou seja, se por um lado, as ações do Banco Central de liberação de compulsório impediram que o quadro se agravasse de outubro para novembro, por outro, o cenário como um todo é muito pior do que no ano passado, como reflexo da crise financeira mundial.Isso tendo como parâmetro as concessões diárias de crédito, que são mais importantes do que o volume total de crédito da economia. Enquanto as concessões mostram as novas operações realizadas, o volume total inclúi também operações antigas.Vamos aos números:A média diária de concessões totais de crédito (somando pessoas jurídicas e físicas) teve um crescimento de 14% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2007, 10% em setembro (também na mesma base de comparação), 2% em outubro, e retração de 2% em novembro. Percebe-se aqui claramente a desaceleração até chegar ao encolhimento. Os números batem com o marco de agravamento da crise que foi a quebra do Lehman Brothers, dia 15 de setembro.Já na comparação mês a mês, em novembro houve uma pequena recuperação. De acordo com o economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, isso significa que os bancos estão repassando parte do dinheiro liberado em compulsório pelo Banco Central.Na margem, houve um aumento da concessão diária de crédito de 4,2% de outubro para novembro. Para pessas físicas, o crescimento foi de 6%, enquanto para as jurídicas, a alta é de 3,3%. Mesmo assim, essa melhora veio acompanhada de juros mais altos e prazos de financiamentos menores.- O crédito está mais caro e com prazos mais curtos, e isso é reflexo da crise que aumentou com a crise - afirmou Madeira. Sobre o volume total de crédito, vale ressaltar que pela primeira vez atingiu 40,3% do PIB, taxa recorde e que foi atingida um mês antes da previsão do Banco Central, que era dezembro.Fonte O Globo